Dicas para poupar nos voos

Os voos são normalmente a parte mais cara de uma viagem e por isso devem ser bem analisados e comparados.



1. Reservar com antecedência:

O mais seguro nos dias de hoje é efetuar a reserva com a maior antecedência possível. Assim que tiveres a certeza das datas em que podes voar começa o trabalho de pesquisa e assim até tens a vantagem de poder esperar por alguma promoção. Evita comprar a passagem no próprio mês ou no mês anterior. A oscilação de preços não é certa mas é preferível não arriscar!



2. Ter flexibilidade de datas / horários:

Ter flexibilidade nas datas é uma das principais vantagens para poupar dinheiro nos voos. No mesmo mês existem oscilações de preço enormes para o mesmo destino.
Vejamos o exemplo abaixo de um voo Lisboa – Bruxelas. Nos mês de Maio o preço varia entre os 22€ e os 154€!

Por norma os voos mais caros são os que apanham o fim-de-semana, de sexta a segunda-feira. Por isso não esquecer: Ter o Skyscanner à mão no momento de marcar os dias de férias! 🙂



3. Não exigir voos diretos:

Claro que este fator depende da pressa que tenhamos em chegar ao destino, mas o que é certo é que a exigência em viajar num voo direto pode encarecer bastante o preço do bilhete. Vejamos como exemplo este voo para Nova Iorque, que apresenta no painel da esquerda o preço dos voos com escala e no da direita o preço dos voos diretos.

    

Se for destino de férias e existir tempo, há que juntar o útil ao agradável e se a escala for grande o suficiente aproveitar para conhecer uma nova cidade. Existem algumas companhias, nomeadamente a Emirates, que não cobra mais por alongar o tempo da escala. Por exemplo: se numa viagem Lisboa-Banguecoque o voo fizer escala de 1 hora no Dubai, podemos lá ficar durante uma semana e voltar ao aeroporto para continuar o voo até Banguecoque, que pagaremos apenas o preço do voo inicial.

Devemos ter sempre em conta a duração do voo e as horas de desembarque, pois por vezes o voo pode ser mais barato mas se chegar tarde ao destino implica mais uma noite de estadia e assim provavelmente podem existir opções mais vantajosas. É tudo uma questão de ter paciência, analisar calmamente várias rotas e escolher a opção mais adequada ao tipo de viagem e ás preferências de cada um.



4. Voar por companhias Low Cost:

Já provaram vezes mais do que suficientes que não é por o preço do bilhete ser mais barato que o avião tem mais probabilidade de cair.
Vamos acabar com o estigma e aproveitar o que as amigas low cost têm de bom para oferecer: o preço!!!

As principais diferenças entre voar numa companhia regular e uma low-cost prende-se com o facto de as refeições e serviços a bordo serem pagos e também por cobrarem pela bagagem de porão, sendo apenas gratuita a bagagem de mão (uma mochila ou trolley pequeno). Têm por norma uma maior quantidade de lugares, dispensa de classe executiva, tripulação reduzida e frequentemente operam em terminais ou aeroportos secundários, daí os preços mais baixos que conseguem oferecer.

Considerando o facto de algumas operadoras low-cost voarem para aeroportos secundários é conveniente verificar se existem meios de transporte diretos como metro ou autocarro no aeroporto de desembarque e qual o valor a pagar para chegar ao destino. Se o voo for mais barato mas tiver de pagar um balúrdio por um táxi a diferença pode não compensar.

São várias as companhias low-cost a operar em Portugal, bem mais do que as conhecidas Ryanair e Easyjet. Devemos sempre equacionar esta hipótese caso existam rotas disponíveis para o destino que se pretende.



5. Utilizar cartões de acumulação de milhas:

São já várias as companhias que adotam o sistema de acumulação de milhas para obtenção de descontos para o viajante.

Na maioria das companhias basta aceder ao site e em poucos minutos é possível obter a fidelização. A partir daí é começar a fazer viagens ou compras nos parceiros comerciais para acumular milhas e trocar por descontos ou produtos nas próximas viagens.



6. Visitar vários destinos na mesma viagem:

Uma das melhores formas de conseguir poupar algum dinheiro nas viagens é optar por fazer uma trip, ou seja, visitar mais do que uma cidade ou país ao invés de optar pelas viagens que eu chamo ‘tipo agência’, em que se viaja apenas para um destino.

Por norma o mais caro de uma viagem são os voos então, em vez de reservar uma viagem de uma semana em Paris, compensa bastante aproveitar os mesmos voos e com mais uns trocos fazer uma trip de comboio por França-Bélgica-Holanda, ficando assim a conhecer várias cidades dos 3 países.

Alugar um carro para conhecer o país de uma ponta à outra reservando hotéis pelo percurso, viajar de comboio ou autocarro ou comprar passagens aéreas para maiores distâncias entre fronteiras ou cidades são algumas das opções que por norma compensam sempre mais do que regressares ao teu país e tornares a fazer uma segunda viagem ao mesmo local. Desta forma, mesmo que não se façam três ou quatro viagens num ano faz-se apenas uma, mas com o mesmo número de destinos. Eu sou super fã de trips e vão poder confirmar isso nos relatos que deixo das viagens.


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